SONHOS MORTOS

Sonhei que um dia
A humanidade fosse um coração
E que todas as pessoas
Pudessem entender
Aquilo que trago em mim
Como uma mensagem clara
Da minha alma

Essa minha parte “racional”
(Totalmente sentimental)
Atropelando pessoas e vidas
Como um carro veloz
Que não tem a meta certa
Ou um destino definido
Mas que apenas quer sentir
E dar profundas e puras emoções

Sonhei que um dia
Alguém pudesse olhar
Para dentro de mim
E ver o que guardo escondido
Nesta caixa de segredos
E pudesse entender
Meu coração, minhas angústias
Minhas alegrias e meus medos

Sonhei que eu pudesse ser sentida
Somente com os olhos do coração
Neste âmago de minha verdade
E mesmo muitas vezes entender
O meu amor exposto em um grito
“Simulado” de agressividade

Sonhei..e era somente um sonho
Que por algum tempo acreditei
E me agarrei nas asas deste alazão
Soltando as amarras do meu eu
Com certeza... mas tanta certeza
Que era o caminho do meu coração

Sonhei...sonhei e fiquei presa
Numa imagem imaginária
Que desenhei e colori com meus sonhos
E que hoje descansa sem vida
Num esboço sem formas
Em meus pensamentos tristonhos

E o meu barco que parou tantas vezes
Refrescando-me da água cristalina
Amarrando minhas cordas em seu porto
Hoje esta parado no cais de minha alma
Descansando no parapeito imaginário
De meu sonho morto


Mary Fioratti





Navegando...ao amor luminoso
(poesia de Moacir Sader – junho-04)

Cansado de ver o meu espírito
ancorado no porto da ilusão,
estagnado e triste,
à espera da embarcação
que trouxesse para mim
o coração de minha alma gêmea,
soltei as amarras
alcei as velas
e me deixei levar pelas águas da vida...
Fui vivendo...
Encontrando pessoas,
tocando e sendo tocado por tantas mãos,
inúmeros corações...
Aprendendo com todos
de como ser amado,
aprendendo comigo
a maneira certa de amar.
E fruto desta aprendizagem
e fruto da intuição desenvolvida na viagem,
percebi que somente terei a minha alma gêmea,
quando eu e ela estivermos prontos,
no tempo em que deixarmos
de amar de forma egocêntrica,
no tempo em que aprendermos
a amar incondicionalmente.
Convenci-me que não teria sido bom
se tivéssemos ficado juntos,
quando ainda não sabemos verdadeiramente amar.
E assim, não há porque sentir tristeza
por não ter comigo a minha alma gêmea,
triste seria viver com ela um amor incompleto.
Sigo navegando por muitos mares,
sei que ela também navega em outros oceanos,
mas nosso reencontro é certo,
um porto real espera por nós em algum lugar,
num tempo em que estaremos preparados
para viver nosso amor luminoso.







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Edição: 29.06.04







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