FRUTOS DO DESTINO

Fomos frutos de ramos distantes
mas habitamos a mesma árvore
e nos nutrimos da mesma seiva.
Amadurecemos e os nossos sonhos
caíram conosco, por terra.

Natureza cruel na limitada visão humana,
porém, sábia na grandeza do Criador.
Se não tivéssemos caído não estaríamos juntos
na mesma terra que nos faz agora nenascer.

Renasça então para a vida sem a ânsia da espera,
sem precisar chorar para que ela te acolha.
Saia do velho mundo com o sentimento novo
e reacenda a chama do teu coração cansado.

Não temas pelo fim do que apenas começa
e nem tenhas receio de uma dor que já se foi.
Apenas vivencie esta nova realidade que não dói,
creia no poder infinito da natureza perfeita
e nos teus desejos mais profundos

para que criem novas raízes...
tão profundas e reais quanto eles.



José Cláudio G. Martins








Edição: 29.04.04







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