ESPERANÇA



Sei que de algum tempo para cá
meus poemas estão longe de
expressar, com fidelidade.
o que se passa dentro de mim.
Tenho falado muito do coração,
como diz o poeta"essa covarde
fibra que palpita", mas é verdade
que ele já há muito adormeceu
dentro do meu peito.
Desde quando? Desde que partiste ,
sem me avisar,
sem ao menos perceber
o que esse afastamento
iria me causar...
Hoje, meu coração continua
adormecido. Por quanto tempo?
Não sei. Talvez até que um novo
alento tenha o dom de despertá-lo,
e de fazê-lo voltar a bater
com o vigor de antes,
com a esperança de sempre!

Carmencita















Edição: 12.05.04







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