Poema, libertação de um sonho
semente lançada ao solo,
que um dia floresceu...

Quando nasce, é como um filho....
devagarinho abre seus olhos
para reconhecer o mundo...
e sorrindo, ou chorando
afirma sua existência...

Acaricio-o, embalo seu corpo
e dentro de seus olhos
enxergo minha verdade,
aquela que havia perdido,
em meio ao caminho...
e quando o vejo ali, inteiro,
sei que ao sobreviver,
deixou de ser meu
para exisitir por si mesmo
e para si mesmo...

Então, dou-lhe apenas o cuidado necessário,
para que possa caminhar sozinho
não deixo que meus braços o sufoquem,
não permito que meu coração
prenda-se a ele, nem o escravize:
outra semente virá e atenta estarei
para vê-la germinar e ver a luz...



Maria Lúcia





Edição: 15.01.04

 

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