Asas Feridas


Subi nas minhas asas imaginárias
E sonhei o mais alto dos meu sonhos
Alcancei a plenitude máxima do vôo
Ultrapassando meus pensamentos tristonhos

No grito solto dentro do espaço ilimitado
Ouvi então o eco da minha própria voz
Enrolei-me inteira nas minhas entranhas
E da dor do sentir, essa foi a mais atroz!

Era o meu sonho, eram as minhas asas.
Era a minha voz... era o meu grito
Era tudo meu... tudo tão secretamente meu
Que hoje eu sei: a ninguém deveria ter dito

Machucou-me a alma, cicatriz tão viva
Meu sonho foi morto e tinha apenas nascido
Por um momento sonhei, subindo nas minhas asas
Que no mundo do sonho... ele estivesse escrito


Mary Fioratti






Edição: 18.01.04



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