Percebo hoje
A fragilidade
Da minha existência
É um instante somente
Como um sopro
Que me faz consciente
Desta realidade
Quando isto acontece
Meus olhos se cobrem
De amor
E vestem a paisagem
Com uma roupagem nova
De festa
Percebo então as flores
Os passarinhos
Meu carro se embrenha
Por novos caminhos
E a sede de viver
Se apodera
De mim
É um instante
Somente um instante
Meio feliz
Meio agoniante
Que foge de meus dias
Todos iguais
E numa sede de vida
Procuro de repente a saída
Deste mundo de mortais



 

Edição: 03.05.04

® Mary Martins Fioratti - Direitos Reservados © - 2004